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10 de fevereiro de 2014

PINTURAS DE MARINHAS DO ARTISTA E MARINHEIRO JOSÉ PANCETTI








PINTURAS DE MARINHAS DO ARTISTA MARINHEIRO BRASILEIRO JOSÉ PANCETTI



10 de Fevereiro de 2014
56 anos da morte de José Pancetti



Pintor Modernista Brasileiro


"Considerado um dos grandes paisagistas da pintura nacional,
Pancetti destaca-se por suas numerosas e belas marinhas."





Um pintor em busca do mar...








Música: "Prelúdio para Violão N. 2" - Heitor Villa-Lobos
Compositor brasileiro (1887-1959)
Violonista: Julian Bream

(Clique na seta para ouvir)




"Tudo o que pinto é com amor.
Só sei pintar com amor."
(José Pancetti)



"Giuseppe Gianinni Pancetti (Campinas / São Paulo, 18 de junho de 1902 – Rio de Janeiro, 10 de fevereiro de 1958), pintor.
Devido a problemas financeiros, seu pai decidiu que Pancetti fosse morar em Massa-Carrara (Itália) com os avós. Trabalhou como marceneiro; Como aprendiz de marinheiro, viajou alguns meses pelo mediterrâneo.
Em 1920, voltou para o Brasil (em Santos) onde trabalhou em diversos ofícios (um deles foi de ourives). Na capital paulista trabalhou como cartazista e pintor de paredes. Dois anos depois alistou-se na marinha brasileira ficando no posto de marinheiro até subir ao posto de segundo tenente. Durante esse tempo na marinha, Pancetti pintou suas primeiras obras.
No final da década de 20 estudou na Escola de Auxiliares e Especialistas. Mais ou menos na mesma época, entrou para o Núcleo Bernardelli, sua época de aprimoramento técnico.
Por motivos de saúde, passou cerca de dois anos em Campos do Jordão (São Paulo) e São João del Rei (Minas Gerais) na tentativa de recuperação.
Os temas característicos de suas obras são as marinhas, as naturezas-mortas, os retratos e as paisagens."






Cenários de Paz e Serenidade






"...Um barco singra o peito 
 rosado do mar. 
A manhã sacode as ondas 
 e os coqueiros.

O azul estica a linha do horizonte..." 
(Adriano Espínola -"Pesca" - Beira Sol)





O azul do céu confunde-se com o azul do mar...







Pancetti se descobriu como artista no meio do mar


























"Dunas"

"Farol da Barra"




















O Moço das Tintas

"No posto de cabo, José Pancetti era conhecido como o "moço das tintas", por ser responsável por zelar pelo armazenamento desse tipo de material dos navios. Pintar cascos, paredes, camarotes fazia parte de sua rotina, exercendo a função com perícia reconhecida pelos colegas.
Por volta de 1925, fez seus primeiros desenhos e pinturas, por diversão, registrando navios, paisagens, marinas e cenas românticas em caixas de fósforo ou outras pequenas superfícies; esboços ainda primários, mas que já mostravam seu potencial."
Fonte: http://conhecimentopratico.uol.com.br/geografia/mapas-demografia/25/artigo134967-2.asp


"Porto"



"Mangaratiba"

"Marinha - Praia da Gávea"



"Cabo Frio"

"Cabo Frio"

"Saquarema"



"Abaeté"












Livro – José Pancetti (1902-1958)- Marinheiro, Pintor e Poeta
Autor: Mauro Barata / Max Perlingeiro / José Roberto Teixeira Leite
Editora: Pinakotheke

"O livro refaz a trajetória do pintor José Pancetti (1902-1958) – marinheiro, pintor e poeta -, que vai desde 1933, período de formação do artista, até 1958, ano de sua morte. Nela, a Pinakotheke estará apresentando um conjunto de obras relevantes e, em sua grande maioria, inéditas. Foi organizada de forma temática obedecendo à cronologia em cada segmento e está dividida em seis núcleos – Retratos, Naturezas-mortas, Paisagens e Marinhas do Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e Paisagens de Minas Gerais."


Nascimento

"Nascido numa família humilde de imigrantes da Toscana, viveu em Campinas até os oito anos, quando seu pai, mestre de obras, mudou-se com mulher e filhos para a capital paulista, onde esperava encontrar melhores condições de trabalho. Aos onze anos, José Pancetti e uma de suas irmãs, são levados para a Itália para viver sob os cuidados de um tio e dos avós.


Na Itália


Chegando à casa do tio Casimiro, é colocado para estudar no Cólégio Salesiano de Massa-Carrara. Mas pouco tempo depois, o país seria envolvido na Primeira Guerra Mundial e Pancetti vai para o campo, em casa de seus avós, na localidade de Pietrasanta.

Não se adapta à vida de camponês, exercendo diversas ocupações desde aprendiz de carpinteiro, operário na fábrica de bicicletas Bianchi e empregado numa fábrica de materiais bélicos em Forte dei Marmi.
Para fixá-lo num ofício mais atraente, seu tio emprega-o na marinha mercante italiana onde deveria aprender a profissão de marinheiro. Embarca no veleiro Maria Rosa que percorria o Mediterrâneo, principalmente entre os portos de Gênova e Alexandria. Mas a inconstância própria de seu caráter faz com que abandone o navio e passe a vagar pelas ruas de Gênova, com sérias dificuldades de subsistência. Até que num determinado dia, alguém o encaminha para o consulado brasileiro, onde é providenciado o seu repatriamento.


De volta ao Brasil


Assim, no dia 12 de fevereiro de 1920, desembarca em Santos. Para sobreviver trabalha em diversos lugares e ofícios diferentes até que, em 1921, transfere-se para São Paulo onde um empresário, também italiano, lhe dá um emprego de pintor de paredes e cartazes. Parece ter sido este o seu primeiro contato com tintas.

Naquele mesmo ano, o pintor Adolfo Fonzari oferece a Pancetti uma oportunidade de auxiliá-lo na decoração da casa do comendador Pugliese na cidade litorânea do Guarujá.
Em seguida, no ano de 1922, conseguiu realizar um grande desejo: alistar-se na Marinha de Guerra do Brasil, onde permaneceria até 1946."
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Pancetti


*Foto: Catálogo da Exposição Pancetti - O Marinheiro Só (Pág. 140). São Paulo, 2000.




A Descoberta do Pintor

 José Pancetti tem seu primeiro trabalho publicado no jornal "A Noite Ilustrada", sob o título,
"Um Amador da Pintura"

"A bordo foi-lhe dada a tarefa de pintar cascos, paredes, camarotes e o fazia com tal zêlo que sua fama correu pela Marinha, até que um almirante criou um quadro de especialistas na profissão e nomeou Pancetti primeiro instrutor desse quadro. Mas, surge no marinheiro a vontade de passar para o papel aquilo que seus olhos viam. E assim começou a desenhar, em data que nem mesmo ele soube precisar, pequenos cartões com paisagens, marinhas, cenas românticas ainda bastante primárias mas que já mostravam seu potencial artístico.

Em 1932, o pintor tem seu primeiro trabalho publicado no jornal "A Noite Ilustrada", sob o título, "Um Amador da Pintura". Ao ver seu desenho, o escultor Paulo Mazzuchelli, aconselha-o a ingressar no recém-criado Núcleo Bernardelli, um conselho repetido pelo pintor Giuseppe Gargaglione, a quem Pancetti conheceu passeando pelo Campo de Santana, no Rio de Janeiro. Acatando a sugestão, ingressa no Núcleo Bernardelli em 1933, onde teve como principal orientador o pintor Bruno Lechowski. No Núcleo, uma escola livre que funcionava nas dependências do edifício da Escola de Belas Artes, Pancetti teria como companheiros pintores que, ao passar do tempo, viriam a ganhar notariedade como, entre outros, Edson Motta, José Rescala, Ado Malagoli, Bustamante Sá e Silvio Pinto.
Dois anos depois, em 1935, casa-se com Annita Caruso.
Com o quadro "O Chão" ganha em 1941, o prêmio de viagem ao estrangeiro, na recém criada Divisão Moderna do Salão Nacional de Belas Artes. Por motivos de saúde é licenciado da Marinha e não desfruta seu prêmio no exterior. Muda-se para Campos do Jordão em 1942, em busca de tratamento para a tuberculose que o afetava. Neste mesmo ano nasce sua filha Nilma. Posteriormente muda-se para São João del Rey.
A primeira exposição individual ocorre em 1945, apresentando mais de setenta quadros. No ano seguinte é reformado pela Marinha na função de Segundo-Tenente. Em 1948 recebe a medalha de ouro do Salão Nacional de Belas Artes, realizando sua primeira exposição internacional em 1950, na Bienal de Veneza. Um ano depois participa da I Bienal de São Paulo.
Em 1952 dois fatos importantes marcam sua vida: o nascimento de seu filho Luís Carlos e a promoção à Primeiro-Tenente da Marinha Brasileira. Decorridos dois anos recebe a medalha de ouro do Salão Bahiano e em 1955 faz uma importante exposição no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.
A 10 de Fevereiro de 1958 morre com câncer no hospital da Marinha no Rio de Janeiro. É enterrado no cemitério São João Batista da capital fluminense, tendo o poeta Augusto Frederico Schmidt proferido a oração fúnebre."
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Pancetti




O talento literário de Pancetti



"Quietude"

“Amo esta quietude,

Meu constante isolamento
Onde venho só e respiro amor.
Talvez nostálgico do meu passado,
Talvez ansioso dalgum mundo novo,
Sem olhos pra me enganar…
 (…)Nos bosques, as vezes e sobre os montes,
Adoro nuvens do azul do céu,
Ou ali n´areia ao pé do mar,
Enamoro velas que vão sumindo os sonhos meus,
Sem outros olhos pra me enganar…”
(Trecho do poema "Quietude")

"Quase que secretamente, José Pancetti desenvolveu outro talento, o literário.
A poesia, que em diversas obras aparecem fragmentadas em suas pinturas – costumava escrever em cima de algumas obras – chamou a atenção de alguns artistas, pouco antes de sua morte. Assim como a pintura, a escrita revela o paradoxo do aventureiro melancólico, que busca o sublime na contemplação e também na experiência, como é possível identificar em trechos de seu poema Quietude, escrito na década de 1930:
Cartas de estima a amigos, amores e familiares, além de um diário ilustrado e anotações como “o que detesto” e “o que odeio” compõem o curto, mas intenso, trabalho literário do multifacetado José Pancetti.
Fonte: http://www.mercadoarte.com.br/artigos/artistas/jose-pancetti/jose-pancetti/

(Faço aqui mais uma homenagem a minha mãezinha que tinha nome de MAR, de MARIA (Maria Pia, filha de pais nascidos na Itália).
Nome de MAR, de MARA.
Seu nome passou a ser Mara, quando conheceu meu pai que assim a chamava e passou a ser
conhecida por todos.
Ela foi pintora do mar, começou a pintar  na praia, do litoral norte de São Paulo. Pintava "en plein air", ao ar livre, olhando diretamente para o mar, para a areia, os coqueiros....
Ela era uma fã incondicional do artista José Pancetti, também artista pintor do mar, e também filho de imigrantes italianos. Assim como ele, começou a pintar autodidaticamente, e só foi estudar pintura depois de mais velha, já com os quatro filhos crescidos.
Agradeço a ela a herança artística, a paixão pelas cores, pelas tintas e, principalmente, a paixão pelo mar, pelas flores, pela natureza...e a fé, e a força. Quantas coisas maravilhosas que eu e meus irmãos herdamos daquela que foi uma pessoa com um imenso coração, com grande sabedoria e muita fé. Obrigada minha mãe, que se foi muito nova, e não conheceu a "filha artista" e nem a neta artista, mas com certeza, lá de cima está nos abençoando e nos inspirando, sempre!) 

8 comentários:

  1. Muito Legal! Obrigada pelo conteúdo compartilhado!

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    1. Muito obrigada CaleidosArte pela sua visita e comentário.
      Fico feliz que tenha gostado das lindas pinturas deste grande artista brasileiro, Pancetti.
      Visitarei seu Blog!

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  2. Há um quadro em que o o artista pintou um marinheiro fardado, caído na areia de uma praia, de bruços, com o rosto meio submerso nas marolas. Será, por acaso, uma das obras do Pancetti? Se for, sabe o nome do quadro? Já estou cansado de procurar por esse quadro.

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    1. Olá autor do "Net 7 Mares".
      Não conheço a pintura que citou, pesquisei e também não encontrei nada. Dificilmente seria uma obra do artista José Pancetti, pois as figuras que ele retratou aparecendo em praias, não tem praticamente nenhum detalhe. As únicas figuras mais detalhadas são os retratos e auto-retratos.

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  3. Conheci Antenor de Oliveira, saquaremense, mas não desfrutei de sua amizade, seus filhos são meus amigos, posso afirmar que José Pancetti, foi seu amigo e aprendeu técnicas com o mestre Antenor de Oliveira, Saquarema o reverencia com nome da praça principal. E mais o garoto de recados de Pancetti, filho de uma senhora que alugava um quarto para ele, me contou várias histórias, entre elas, que ele aprendeu a fumar e beber cachaça com Pancetti.
    já publiquei Antenor diversas vezes, hoje presto esta homenagem a este GItalobrasileirosaquaremense. Grande Marinheiro

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    1. Olá Manuel. Muito obrigada por deixar este interessante comentário e sua linda homenagem ao artista,seu conterrâneo, Antenor de Oliveira. Fico feliz em saber mais sobre José Pancetti e de saber sobre seu mestre e colega de Saquaremense. Passei por sua cidade há 35 anos, em direção a Cabo Frio,, na ocasião de minha Lua-de-Mel. A praia de Saquarema é maravilhosa e lembro-me que meu marido fotografou o canto da praia com as ondas batendo em uma grande pedra. Vou procurar as fotos.
      Obrigada por trazer-me boas lembranças. Gostaria também de fazer um post do artista Antenor de Oliveira e suas obras
      Abaixo link que vi agora sobre Pancetti em Saquarema http://www.osaqua.com.br/2013/02/26/nelsinho-expoe-suas-telas-na-casa-da-cultura/

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  4. Seu blog é um primor!Voltarei mais vezes.Grande abraço. ana

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    1. Muito obrigada Ana, por sua visita e comentário. Adoro elogio!! É sempre um incentivo!!
      Volte sempre!! Amo as pinturas!!
      Um grande abraço,
      Denise L.

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