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31 de março de 2014

PINTURAS COM PESSOAS BRINDANDO E BEBENDO - PICASSO - RAMON CASAS - ÉDOUARD MANET E OUTROS ARTISTAS









PINTURAS DE PESSOAS BRINDANDO E BEBENDO


A alegria de brindar com amigos e familiares
em qualquer comemoração.

Levantando um brinde:


Saúde!
Tim Tim!
Cheers!
Santé!
!Salud!
Proost!

Um brinde a ...

"Um Brinde" - Julius Lebranc Stewart
Pintor norte americano (1855-1919)

"Madame Gautreau Fazendo um Brinde" - John Singer Sargent
Pintor norte americano (1856-1925)


Hip Hip Hurrah!

É o título desta pintura:

"Hip Hip Hurra!" - Peder Severin Kroyer
Pintor norueguês-dinamarquês (1851-1909)

"Almoço em Civita Dantino" - Peder Severin Koyer
Pintor norueguês-dinamarquês (1851-1909)



Música: "Votre Toast" ("Seu Brinde") - da Ópera Carmem - Instrumental - Bizet
Georges Bizet: compositor francês de óperas (1838-1875)





"Um Brinde" - Andrers Zorn
Pintor sueco (1860-1920)

"O Brinde" - Louis Moeller
Pintor norte americano (1855-1930)

"Um Brinde para a Cozinheira" - William Breakspeare
Pintor inglês (1855-1914)

"Um Brinde" - Talbot Hughes
Pintor inglês (1869-1942)

Walter Dendy Sadler
Pintor inglês (1854-1923)

"O Último da Safra" - Walter Dendy Sadler
Pintor inglês (1854-1923)

"Um Brinde a Ele" - Walter Dendy Sadler
Pintor inglês (1854-1923)

"Um Brinde a Futura Herdeira" - Adrien Moreau
Pintor francês (1843-1906)

"Festa de Celebração em Família" - Niko Pirosmani
Pintor georgiano (1862-1918)



Música: "A Primavera Neuvelle" - Orquestra Musette Café de Paris





E os bares em Paris

"Bebendo Absinto" - Jean François Rafaelli
Pintor francês (1850-1924)



Degas retratou a vida parisiense, nos seus vícios, como na pintura "O Absinto", com tristes personagens:

"O Absinto" - Edgar Degas
Pintor francês (1834-1917)

Edgar Degas
Pintor francês (1834-1917)


Picasso também retratou os parisienses, em figuras deploráveis, tomando absinto, a bebida da moda no auge da época dos cabarés de Paris:

"Consumidor de Absinto" - Pablo Picasso
Pintor espanhol (1881-1973)


O "Licor" de Absinto - A "Fada Verde" dos Artistas Parisienses

A bebida francesa de nome "Absinto" é feita com a erva losna, ou absinto, com gosto distintamente de anis e de cor verde clara.

"O absinto é uma bebida destilada feita da losna. Anis, funcho e outras ervas também podiam entrar na composição. Foi criado e utilizado primeiramente como remédio pelo Dr. Pierre Ordinaire, um médico francês que morava em Couvet, na Suíça, por volta de 1792. 1 Por vezes, é incorretamente classificado como licor, quando na verdade é uma bebida destilada.
O absinto foi especialmente popular na França, sobretudo pela ligação aos artistas parisienses de finais do século XIX e princípios do século XX, até a sua proibição em 1915, tendo ganho alguma popularidade com a sua legalização em vários países. É também conhecido popularmente de fada verde (la fée verte) em virtude de um suposto efeito alucinógeno. Charles Baudelaire, Paul Verlaine, Arthur Rimbaud, Van Gogh, Oscar Wilde, Henri de Toulouse-Lautrec, Edgar Allan Poe e Aleister Crowley eram adeptos da fada verde."
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Absinto


"Bebendo Absinto - Retrato de Fernandez de Soto" - Pablo Picasso
Pintor espanhol (1881-1973)

"Bebendo Absinto" - Pablo Picasso
Pintor espanhol (1881-1973)

"Cabaré Moulin de la Galette" - Pablo Picasso
Pintor espanhol (1881-1973)

"Absinto" - Axel Torneman
Pintor sueco (1880-1925)

"Bebendo Absinto (A Musa Verde)" - Victor Oliva
Pintor checo (1861-1928)

"A Musa Verde (Absinto)" - Albert Maignan
Pintor francês (1845-1908)


O artista francês Édouard Manet retratou as pessoas tomando cerveja

"Mulheres Bebendo Cerveja" - Édouard Manet 
Pintor francês (1832-1883)

"Café Concerto" - Édouard Manet
Pintor francês (1832-1883)

"Garçonete Servindo Cerveja" - Édouard Manet
Pintor francês (1832-1883)



A Garçonete retratada pelo pintor Édouard Manet.

"Bar Folies Bérgere" - Édouard Manet
Pintor francês (1832-1883)

"Bar Folies Bérgere" - Édouard Manet
Pintor francês (1832-1883)


Pintura Explicada

Na pintura acima, o pintor Édouard Manet retratou uma garçonete chamada Suzon que lhe serviu de modelo, do "Bar Folies Bérgere, um cabaré. Esta casa musical noturna ainda existe em Paris.
Na cena a garçonete, aparentemente pensativa, está apoiada em um balcão de mármore e atrás dela há um grande espelho que reflete, além de sua própria figura, um homem e  vários frequentadores.

"Os numerosos elementos presentes sobre o balcão do bar, garrafas de bebidas, flores, frutas, formam uma evolução piramidal, encontrando o cume, não por acaso, nas flores que ornam o colo da servente."

É interessante observar que o reflexo no espelho das costas da garçonete e do homem a sua frente, não parece ser condizente à realidade da sua figura central. Não se sabe, entretanto, se foi colocada desta forma deliberada pelo pintor, ou se foi um erro de apreciação.
O escritor e crítico de arte francês Huysmans descreveu com deleite a maneira como o quadro "surpreende os que o observam, que trocam observações desorientadas sobre a visão desta tela".
O tema desta pintura e de muitas outras da época do impressionismo, revelam o cotidiano da burguesia parisiense, muitas delas em complexas interações visuais entre os retratados em seu ambiente e os telespectadores.
Curiosidade: A assinatura de Manet está no rótulo da garrafa vermelha no canto inferior esquerdo da tela.


Bares ao ar livre

"Jardim do Cabaré Moulin de la Galette" - Ramon Casas
Pintor espanhol (1866-1932)

"Final da Temporada de Verão" - William Merrit Chase
Pintor norte americano (1849-1916)

Renoir
Pintor francês (1841-1919)


Música Piano Bar Instrumental






Na mesa do bar

Gerard Therborch
Pintor holandês (1617-1681)

Paul Cézanne
Pintor francês (1839-1906)

"Cabaré Moulin de la Gallete" - Ramon Casas
Pintor espanhol (1866-1932)


"Só se deve beber por gosto: beber por desgosto é uma cretinice."
(Mário Quintana)

Richard Edward Miller
Pintor norte americano (1875-1943)

Richard Edward Miller
Pintor norte americano (1875-1943)

"Cabaré Moulin de la Galette em Paris" - Paul Hoeniger
Pintor alemão (1865-1924)


E as mulheres de antigamente também frequentavam sozinhas os bares, bebiam e fumavam:

Henri de Toulouse Lautrec
Pintor francês (1864-1901)


"Madeleine no Cabaré Moulin de la Gallete" - Ramon Casas
Pintor espanhol (1866-1932)

"Cabaré Moulin de la Gallete" - Ramon Casas
Pintor espanhol (1866-1932)

"O Jantar Festivo" - Julius Leblanc Stewart
Pintor norte americano (1855-1919)


Beber socialmente sem exageros,
caso contrário o dia seguinte será cruel!

E a noite não terminou muito bem para algumas pessoas...

Ramon Casas
Pintor espanhol (1866-1932)

"Mulher Bêbada" - Pablo Picasso
Pintor espanhol (1881-1973)

Ramon Casas
Pintor espanhol (1866-1932)


"No início você toma uma bebida,
depois a bebida toma uma bebida,
depois a bebida toma-o a si."
(Scott Fitzgerald)


"Dia Seguinte" - Edvard Munch
Pintor norueguês (1863-1944)



30 de março de 2014

PINTURAS COM PESSOAS TOMANDO CAFÉ DA MANHÃ - HISTÓRIA DO CAFÉ - POEMAS








PINTURAS COM PESSOAS TOMANDO CAFÉ DA MANHÃ

A HORA DO DESJEJUM

A refeição principal do dia,
é um completo café da manhã.


Benhard Gutmann
Pintor alemão (1869-1936)



"Café da Manhã" - Paul Signac
Pintor pontilhista francês (1863-1935)


Música: "Som da Manhã" - Rossini
(Início da Peça de Rossini - "The William Tell Overture")



"A minha xícara de café
é o resumo de todas as coisas que vi na fazenda e me vêm à memória apagada…"
(Café Expresso - Cassiano Ricardo)


Hanna Hirsch-Pauli
Pintora sueca (1864-1940)

"Hora do Café da Manhã" - Hanna Hirsch-Pauli
Pintora sueca (1864-1940)

"Café da Manhã" - Peder Severin Kroyer
Pintor norueguês-dinamarquês (1851-1909)



Vários artistas franceses famosos retrataram o importante desjejum, ou "pequeno almoço" em francês "Petit Déjeuner". Foram eles Monet, Renoir, Berthe Morisot, Vuillard e outros artistas:

Claude Monet
 Pintor francês (1840-1926)

Claude Monet
Pintor francês (1840-1926)

"Café da Manhã ao Ar Livre" - Claude Monet

"Depois do Café da Manhã" - Pierre-Auguste Renoir 
 Pintor francês (1841-1919)

"Café da Manhã" - Pierre-Auguste Renoir
Pintor francês (1841-1919)

"Final do Café da Manhã" - Pierre-Auguste Renoir
Pintor francês (1841-1919)

"Após o Café da Manhã" - Berthe Morisot
Pintora francesa (1841-1895)

Berthe Morisot
Pintora francesa (1841-1895)

"Madame Vuillard ao Café da Manhã" - Édouard Vuillard
Pintor francês (1868-1940)
"Café da Manhã de Madame Vuillard " - Édouard Vuillard
Pintor francês (1868-1940)

"Terminando o Café da Manhã" - Édouard Vuillard
Pintor francês (1868-1940)

"Café da Manhã" - Édouard Vuillard
Pintor francês (1868-1940)


"O café, forte e abundante, desperta-me.
Dá-me calor, uma força invulgar, uma dor não sem prazer. Prefiro sofrer a ser insensível."
(Napoleão Bonaparte)

"Café da Manhã" - Frederick Frieseke
Pintor norte americano (1874-1939)

"Café da Manhã" - Frederick Frieseke
Pintor norte americano (1874-1939)




"Confidências no Café da Manhã" - Fernand Toussaint
Pintor belga (1873-1956)


"O café é a bebida que desliza para o estômago e põe tudo em movimento." (Honoré de Balzac)

"Hora do Breakfast" - Charles West Cope
Pintor inglês (1811-1890)

Harry Brooker
Pintor inglês (1848-1940)

"Café da Manhã das Crianças" - Albert Samuel Anker
Pintor suíco (1831-1910)


"O café é tão grave, tão exclusivista, tão definitivo
que não admite acompanhamento sólido.
 Mas eu o driblo, saboreando, junto com ele,
 o cheiro das torradas-na-manteiga
que alguém pediu na mesa próxima."
(Mário Quintana)


"O Café da Manhã" - Diego Velázquez
Pintor barroco flamengo (1599-1660)

"Breakfast" - Alberto Morrocco
Pintor escocês (1917-1998)

"Breakfast" - Alberto Morrocco
Pintor escocês (1917-1998)


"(...) pequena noite líquida e cheirosa
que é a minha xícara de café."
(Café Expresso - Cassiano Ricardo)




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O Café do Brasil Imperial nas pinturas do artista francês Debret


As vendedoras de café torrado
"Café Torrado" - Jean Baptiste Debret
Pintor e ilustrador francês (1768-1848)

Os carregadores das sacas de café
Jean Baptiste Debret
Pintor e ilustrador francês (1768-1848)


O moinho de café

Mói grãos e faz deles pó.
O pó que a minh'alma é
Moeu quem me deixa só.
(Fernando Pessoa)





A História do Café

 "A história do café começou no século IX. O café é originário das terras altas da Etiópia (possivelmente com culturas no Sudão e Quênia) e difundiu-se para o mundo através do Egito e da Europa. Mas, ao contrário do que se acredita, a palavra "café" não é originária de Kaffa — local de origem da planta —, e sim da palavra árabe qahwa, que significa "vinho"(قهوة), devido à importância que a planta passou a ter para o mundo árabe.
Uma lenda conta que um pastor chamado Kaldi observou que seus carneiros ficavam mais espertos ao comer as folhas e frutos do cafeeiro. Ele experimentou os frutos e sentiu maior vivacidade. Um monge da região, informado sobre o fato, começou a utilizar uma infusão de frutos para resistir ao sono enquanto orava.
Parece que as tribos africanas, que conheciam o café desde a Antiguidade, moíam seus grãos e faziam uma pasta utilizada para alimentar os animais e aumentar as forças dos guerreiros. Seu cultivo se estendeu primeiro na Arábia,introduzido provavelmente por prisioneiros de guerra, onde se popularizou aproveitando a lei seca por parte do Islã. O Iêmen foi um centro de cultivo importante, de onde se propagou pelo resto do Mundo Árabe.
O conhecimento dos efeitos da bebida disseminou-se e no século XVI o café era utilizado no oriente, sendo torrado pela primeira vez na Pérsia.
Na Arábia, a infusão do café recebeu o nome de kahwah ou cahue (ou ainda qah'wa, do original em árabe قهوة). Enquanto na língua turco otomana era conhecido como kahve, cujo significado original também era "vinho". A classificação Coffea arabica foi dada pelo naturalista Lineu.
O café no entanto teve inimigos mesmo entre os árabes, que consideravam suas propriedades contrárias às leis do profeta Maomé. No entanto, logo o café venceu essas resistências e até os doutores muçulmanos aderiram à bebida para favorecer a digestão, alegrar o espírito e afastar o sono, segundo os escritores da época."
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Caf%C3%A9

"Café" - Cândido Portinari
Pintor brasileiro (1903-1962)

O Café no Brasil

"O café foi o principal produto de exportação da economia brasileira durante o século XIX e o início do século XX, garantindo as divisas necessárias à sustentação do Império do Brasil e também da República Velha.

As raízes do café no Brasil foram plantadas no século XVIII, quando as mudas da planta foram cultivadas pela primeira vez, que se tem notícia, por Francisco de Melo Palheta, em 1727, no Pará. A partir daí, o café foi difundido timidamente no litoral brasileiro, rumo ao sul, até chegar à região do Rio de Janeiro, por volta de 1760.

Entretanto, sua produção em escala comercial para exportação ganhou força apenas no início do século XIX. Tal dimensão de produção cafeeira só foi possível com o aumento da procura do produto pelos mercados consumidores da Europa e dos EUA."
Continue lendo: Fonte: http://www.brasilescola.com/historia/o-cafe-no-brasil-suas-origens.htm


O Café de São Paulo

"O sucesso da lavoura cafeeira em São Paulo, durante a primeira parte do século XX, fez com que o Estado se tornasse um dos mais ricos do país, permitindo que vários fazendeiros indicassem ou se tornassem presidentes do Brasil (política conhecida como café-com-leite, por se alternarem na presidência paulistas e mineiros), até que se enfraqueceram politicamente com a Revolução de 1930.
O café era escoado das fazendas depois de secados nos terreiros de café, no interior do estado de São Paulo, até as estações de trem, onde eram armazenados em sacas, nos armazéns das ferrovias, e, depois embarcado nos trens e enviado ao Porto de Santos, através de ferrovias, principalmente pela inglesa São Paulo Railway."
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_caf%C3%A9





Música: "Trem de Ferro" - Tom Jobim e Olívia Hime
Poema de Manuel Bandeira*  musicado por Tom Jobim




O Café no Brasil em Poemas


*Trem de Ferro
(Manuel Bandeira)

Café com pão
Café com pão
Café com pão

Virge Maria que foi isso maquinista?

Agora sim
Café com pão
Agora sim
Voa, fumaça
Corre, cerca
Ai seu foguista
Bota fogo
Na fornalha
Que eu preciso
Muita força
Muita força
Muita força (...)





Café Expresso
(Cassiano Ricardo) 

Café-expresso — está escrito na porta.
Entro com muita pressa. Meio tonto,
por haver acordado tão cedo…
E pronto! parece um brinquedo…
cai o café na xícara pra gente
maquinalmente.
E eu sinto o gosto, o aroma, o sangue quente de São Paulo
nesta pequena noite líquida e cheirosa
que é a minha xícara de café.
A minha xícara de café
é o resumo de todas as coisas que vi na fazenda e me vêm à memória
apagada…
Na minha memória anda um carro de bois a bater as porteiras da
estrada…
Na minha memória pousou um pinhé a gritar: crapinhé!
E passam uns homens
que levam às costas
jacás multicores
com grãos de café.
E piscam lá dentro, no fundo do meu coração,
uns olhos negros de cabocla a olhar pra mim
com seu vestido de alecrim e pés no chão.
E uma casinha cor de luar na tarde roxo-rosa…
Um cuitelinho verde sussurrando enfiando o bico na catléia cor de
sol que floriu no portão…
E o fazendeiro, calculando a safra do espigão…
Mas acima de tudo
aqueles olhos de veludo da cabocla maliciosa a olhar pra mim
como dois grandes pingos de café
que me caíram dentro da alma
e me deixaram pensativo assim…
Mas eu não tenho tempo pra pensar nessas coisas!
Estou com pressa. Muita pressa.
A manhã já desceu do trigésimo andar
daquele arranha-céu colorido onde mora.
Ouço a vida gritando lá fora!
Duzentos réis, e saio. A rua é um vozerio.
Sobeedesce de gente que vai pras fábricas.
Pralapracá de automóveis. Buzinas. Letreiros.
Compro um jornal. O Estado! O Diário Nacional!
Levanto a gola do sobretudo, por causa do frio.
E lá me vou pro trabalho, pensando…
Ó meu São Paulo!
Ó minha uiara de cabelo vermelho!
Ó cidade dos homens que acordam mais cedo no mundo!



Museu do Café na cidade de  Santos - SP
http://www.museudocafe.com.br/exposicao/permanentes.asp



Rua XV de Novembro, e ao fundo, prédio da antiga Bolsa Oficial do Café, que hoje abriga o Museu do Café, no Centro Histórico de Santos


"Cafezal" - Cândido Portinari
Pintor brasileiro (1903-1962)
"Paisagem de Brodowski" - Cândido Portinari
Pintor brasileiro (1903-1962)

"Vim da terra vermelha e do cafezal. As almas penadas, os brejos e as matas virgens
Acompanham-me como o espantalho,
Que é o meu auto-retrato.
Todas as coisas frágeis e pobres
Se parecem comigo."
(Cândido Portinari)



Minha infância no interior de São Paulo das "terras vermelhas e dos cafezais"

Nasci em Santos mas cresci nas terras de meus avós paternos, na região das grandes fazendas de café.
A região é perto da cidade de  Brodowski, cidade natal do grande pintor brasileiro Cândido Portinari.
Lembro-me claramente que caminhando pelas plantações, meus olhos se maravilhavam com aquelas plantas com frutinhas vermelhas brilhantes. Elas praticamente "pediam" para serem saboreadas, e eu as experimentava, eram doces, mas nem eram saborosas. Nem imaginava, na minha inocente idade de 6 anos, que aquelas eram as frutinhas de café. Imagine! Café, aqueles grãos marrons, duros e secos. Como que podiam vir daquelas lindas frutinhas vermelhas?! Bom, o café é feito com suas sementes. E eu nunca gostei muito de café puro, como é que pode?! Uma brasileira da terra do café não gostar muito do puro café?! Mas adoro o cheiro do café e de tomar o café da manhã, com café com leite e tudo o que tiver direito, com sucos, frutas frescas e pães, diversos pães. (Denise L.)

Fruta do Café

Frutas do Cafeeiro - Pé de Café