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1 de agosto de 2014

PINTURAS E SENTIMENTOS - PESSOAS MELANCOLICAS E TRISTES EM PINTURAS - O PERÍODO AZUL DE PICASSO - A MELANCOLIA DE MUNCH







ARTE E SENTIMENTOS

PINTURAS DE PESSOAS TRISTES E MELANCÓLICAS

AS TRISTES E LINDAS MÚSICAS



"Melancolia"
Louis Jean-François Lagrenée
Pintor francês (1724-1808)



A Arte como Manifestação dos Sentimentos

A arte está presente em tudo.
Os artistas manifestam seus sentimentos e os "traduzem" através da arte: na música, na pintura, nos poemas, nos romances literários, nas esculturas, em todas formas artísticas.
É a revelação mais pura dos sentimentos, a mais bela e  a mais significativa.
A arte pode ajudar quem a produz e a seu expectador. Ela pode instigar, pode transformar, contestar, revelar, enfim, não há como ficar inerente a ela. É uma necessidade ao ser humano. Estamos intrinsecamente ligados a muitas formas artísticas, conscientes ou não, faz-se essencial ao nosso ser, à nossa formação como indivíduo sensível e ao mesmo tempo produtivo.

"Melancolia" - Albrecht Durer
Pintor renascentista alemão (1471-1528)


"No período da Renascença e do Romantismo, melancolia era considerada como uma doença bem-vinda, uma experiência que enriquecia a alma. Mas hoje sabemos que essa concepção é equivocada."
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Melancolia

Albert Edelfelt
Pintor finlandês (1854-1905)






A Melancolia em Músicas

As músicas são tristes, mas são belíssimas


Música: "Adágio para Cordas" - Samuel Barber
Compositor americano (1910-1981)




Música: "Adagio em Sol menor" - Albinoni
Compositor barroco italiano(1671-1751)




Música: "Tristan and Isolde - Prelude" - Richard Wagner
Compositor alemão (1813-1883)





A Melancolia

Agonia sem fim
A tristeza
Que paralisa
Vai ao fundo
Para emergir
Em leveza
No início do fim

"Melancolia" - Edgar Degas
Pintor francês (1834-1017)

"Melancolia" - Paul Gauguin
Pintor francês (1848-1903)

"A Carta" - Eliseu Visconti
Pintor ítalo-brasileiro (1866-1944)


"A minha alegria é a melancolia"
(Michelangelo)


Alexandre Cabanel
Pintor neo clássico francês (1823-1889)


"Aquele que nunca viu a tristeza nunca reconhecerá a alegria."
(Khalil Gibran)



A Tristeza nas Pinturas de Van Gogh

Van Gogh
Pintor holandês (1853-1890)

"Retrato do Dr. Gachet" - Vincent van Gogh
Pintor holandês (1853-1890)

Van Gogh

Van Gogh



Picasso e a Triste Fase Azul

O "Período Azul" do pintor Pablo Picasso já denota por si só a frieza da própria cor azul e dos melancólicos semblantes das figuras retratadas. Entretanto, esta fase foi além desta visível tristeza pictórica, pois foi essencialmente um relato do próprio estado de espírito do artista. Picasso sofreu a dor e a tristeza com a perda do amigo e conterrâneo Carlos Casagemas, que suicidou-se quando os dois moravam em Paris.

"A Morte de Casagemas" - Picasso
Pintor espanhol (1881-1973)

"Melancolia" - Picasso

Picasso

"A Mulher Azul" - Picasso


"Picasso manifestava a solidão das personagens isolando-as num ambiente impreciso, com um uso quase exclusivo do azul por mais de dois anos, fato praticamente sem precedentes na história da arte."


"Velho Guitarrista" - Picasso
Pintor espanhol (1881-1973)

"O Cego" - Picasso



"Ele acredita que a arte é filha da tristeza e da dor",
dizia Jaime Sabartés, poeta e amigo de Picasso.

A solidão das crianças, a miséria de pobres, mendigos e cegos, ficam descritos amplamente nos quadros desse momento (da Fase Azul de Picasso).



"A Celestina" - Picasso

"O Asceta" - Picasso

"As Duas Irmãs" - Picasso

"A Tragédia" - Picasso



Música: "Minha Melancolia" - Vadim Kiselev







A Melancolia do Artista Norueguês Munch


Grito e Silêncio

Edward Munch, o pintor do famoso quadro "O Grito", foi um representante da melancolia.
Em muitas de suas pinturas é percebida claramente a tristeza estampada no semblante dos seus retratados.
A própria pintura "O Grito", que o consagrou, reflete o ar desesperado da figura, provavelmente, uma representação do pós-tristeza, onde a figura "explode" em desespero e parece sair correndo e gritando.


"O Grito" - Edward Munch
Pintor norueguês (1863-1944)


Edward Munch
Pintor norueguês (1863-1944)



Munch




Entendendo a Tristeza de Munch

O conhecimento da vida dos artistas se faz importante na medida que eles muitas vezes a retratam em suas artes. 
As pinturas do artista norueguês Edvard Munch são permeadas pela tristeza, pela doença e morte. Isto se explica pelas perdas que ele próprio vivenciou. Com a morte de sua mãe, de tuberculose, quando ele tinha apenas 5 anos, depois aos 14 anos perdeu uma irmã de apenas 15 anos, com a mesma doença.

"A Menina Doente" - Edvard Munch
Pintor norueguês (1863-1944)

"Primavera" - Edvard Munch

"Morte no Quarto" - Edvard Munch

"Leito de Morte" - Edvard Munch

"A Mãe Morta e a Filha" - Edvard Munch

"Melancolia" - Edvard Munch

Munch

Munch

Munch

Munch

Munch

Munch

"Auto-Retrato Depois da Gripe Espanhola" - Munch

"Auto-Retrato" - Munch

"Auto-Retrato" - Munch



Ah quanta melancolia!

Quanta, quanta solidão!
Aquela alma, que vazia,
Que sinto inútil e fria
Dentro do meu coração!
Que angustia desesperada!
Que mágoa que sabe a fim!
Se a nau foi abandonada,
E o cego caiu na estrada -
Deixai-os, que é tudo assim.

Sem sossego, sem sossego,
Nenhum momento de meu
Onde for que a alma emprego -
Na estrada morreu o cego
A nau desapareceu.
(Fernando Pessoa)





"Melancolia - Maneira romântica de ficar triste"
(Mário Quintana)


"A melancolia é a felicidade de se ser triste"
(Victor Hugo)


"Acostumei-me tanto à melancolia que a cumprimento como uma velha amiga."
(Charles Bukowski)


"Cuidado com a tristeza. Ela é um vício."
(Gustave Flaubert)


"A tristeza também provoca doenças."
(Sóflocles)


"Sobre as asas do tempo, a tristeza vai-se embora."
(La Fontaine)



A arte pode ser concebida na vida como uma catarse.
(Denise Ludwig)

E o tempo cura tudo.

A arte alivia a alma, e é também curativa.

(Quase 30 anos de duas perdas irreparáveis, meus pais.)

16 de abril de 2014

PINTURAS DE MULHERES E SEUS LEQUES - MARY CASSATT - RENOIR - PICASSO - A LINGUAGEM DOS LEQUES - LEQUES EM FOTOGRAFIAS








PINTURAS DE MULHERES E SEUS LEQUES


Os leques já foram objetos de charme e conquista entre as elegantes damas da sociedade dos séculos passados. Elas o usavam como parte de seu vestuário e também como forma de  linguagem para com seus "fãs".
Hoje em dia os leques ainda são usados, mesmo que por pouquíssimas mulheres, não por ser chique e sim para aliviar o calor, principalmente nas mulheres mais velhas.


"Linguagem do Leque" - Jules Joseph Lefebvre
Pintor francês (1836-1911)


"Mulher Espanhola com Leque" - Joseph Haynes
Pintor inglês (1760-1829)




Música: "Sicilian Breeze" ("Brisa Siciliana") - Instrumental





Em diferentes épocas e estilos artísticos, as mulheres segurando leques, foram retratas por diversos artistas:

Gauguin, Renoir, Picasso, Chagall, Modigliani, Velazquez, Klimt, Manet, Berthe Morisot, John Singer Sargent, Mary Cassatt e outros artistas.

"Mulher Tahitiana" - Paul Gauguin
Pintor francês (1848-1903)

Renoir

Renoir

Renoir

Picasso

Picasso

Marc Chagall
Pintor russo-francês (1887-1985)

Amadeo Modigliani
Pintor italiano (1884-1920)

Diego Velazquez
Pintor espanhol (1599-1660)

Gustav Klimt
Pintor austríaco (1862-1918)

Fernand Toussaint
Pintor belga (1873-1956)

Édouard Manet
Pintor francês (1832-1883)

Berthe Morisot
Pintora francesa (1841-1895)

Berthe Morisot
Pintora francesa (1841-1895)

Berthe Morisot



O artista John Singer Sargent retratou várias damas com seus leques em mãos.
Nascido na Itália, em Florença, filho de pais norte americanos, estudou na Academia de Belas Artes de Florença. Foi famoso por suas pinturas de retratos, paisagens e aquarelas.

John Singer Sargent
Pintor norte americano (1816-1925)

John Singer Sargent
Pintor norte americano (1816-1925)

John Singer Sargent
Pintor norte americano (1816-1925)

John Singer Sargent

John Singer Sargent

John Singer Sargent


"Uma dama sem leque é como um nobre sem espada."
(Madame de Stael - Romancista francesa)

John Singer Sargent

John Singer Sargent

John Singer Sargent


A artista Mary Cassatt retratou várias mulheres com seus leques

Mary Cassatt
Pintora norte americana (1844-1926)

Mary Cassatt
Pintora norte americana (1844-1926)

"Dançarina Espanhola" - Mary Cassatt
Pintora norte americana (1844-1926)

"Dançarina Espanhola com Véu de Renda" - Mary Cassatt
Pintora norte americana (1844-1926)

Mary Cassatt

Mary Cassatt

Mary Cassatt

Mary Cassatt

Mary Cassatt

Mary Cassatt

Mary Cassatt


Música: "Prelúdios I - 3. O Vento na Planície" - Claude Debussy
Compositor e pianista  francês (1862-1918)



Outros Artistas

Celeste Bergin
Pintora norte americana contemporânea




Daniel Hernandez Morillo
Pintor peruano (1856-1932)

Eugene de Blaas
Pintor italiano (1843-1932)
Eugene Vincent Vidal
Pintor francês (1850-1908)

Hamilton Hamilton
Pintor inglês (1847-1928)

James Dawson Watson
Pintor inglês (1832-1890)

Oscar Miller
Pintor (1867-1921)

Oliver Joseph Colmanns
Pintor belga (1816-1889)

Roberto Fontano
Pintor italiano (1844-1907)





O Leque é utilizado também como acessório de coreografias em vários estilos de dança.

"Aula de Dança" - Edgar Degas

"Pronta para o Baile" - Sophie Anderson
Pintora inglesa (1823-1903)
"Flamengo" - Caroline Gold
Ilustradora contemporânea


Dançarina de Flamengo Sevilhana





Leques - História

Origem e Tipos

O leque, objeto usado desde a mais remota antiguidade, pois aparece nas pinturas murais do Egito e da Assíria existe, pelo que se presume, há mais de 3 mil anos. 


"Alguns autores defendem a ideia de que o aparecimento do leque se deu no Japão, entre os séculos XI a VIII.
Outros, situam o surgimento do leque quase ao mesmo tempo do surgimento do homem, e muitos são os mitos e lendas que tratam de sua origem, assim como diferentes povos se dizem responsáveis pela criação desse acessório.

Chen Hongshou
Pintor chinês (1598-1652)

Leque oriental, feito em madeira
"Dizem que Cupido, o deus do amor, inebriado pela beleza de sua amada Psique, furtou uma asa de Zéfiro, o deus do vento, para refrescar sua amada enquanto dormia. A versão chinesa atribui a Kan-Si, filha de um poderoso mandarim, a criação do leque, uma vez que, não mais suportando o calor durante um baile de máscaras, e não podendo expor seu rosto aos olhares indesejáveis, dele se serviu para abanar-se, tendo logo seu gesto imitado por outras damas do baile.
As principais civilizações desde a Antiguidade fizeram uso dele, como o Egito, Assíria, Pérsia, Índia, China, Grécia e Roma, tendo ele sido utilizado como símbolo de poder em sua essência. As ventarolas foram as primeiras a chegarem na Europa durante os séculos XII e XIII provenientes do Oriente através das Cruzadas. Porém foi apenas no século XVI, quando os portugueses trouxeram os primeiros exemplares das suas colônias da Ásia, que iniciou-se de fato a moda de seu uso na Europa. Sendo assim nos séculos XVII, XVIII e XIX tornaram-se um complemento indispensável à vaidade feminina, invadindo salões e despertando paixões.
Fabricados de diferente materiais e técnicas como o marfim, a madrepérola, o charão, a tartaruga, as madeiras perfumadas, as plumas, os tecidos e os papeis pintados em litografia aquarelada ou tempera. Com cenas de gênero galantes, mitológicas, campestres ou orientais, muitas vezes retratando momentos históricos. Dentre tantas variações temos os comemorativos, de penas, plumas, com rendas, com tecido, tipo “baralho”, “mandarim”, com papel e as ventarolas.




Leque de 1845
A armação do leque apresenta duas partes, uma interna e outra externa e é formada de varetas, sendo que as externas tem o nome de varetas mestras, e a da frente, a principal. As varetas mestras são geralmente mais ornamentadas do que as simples, em muitas vezes apresentam as iniciais da dona do leque. No "leque indiscreto", eram colocados pequenos espelhos que permitiam as damas ver a movimentação ao seu redor, sem serem vistas. A "folha" é a parte mais decorada do leque que podia ser feita com pinturas sobre tecido, papel, pergaminho, rendas, seda, etc, sendo geralmente ornamentadas com pinturas ou bordados com lantejoulas metálicas ou mesmo com fios de ouro ou prata.
É neste contexto de luxo e sedução que no século XIX toma força a "Linguagem do Leque". Esta era um complicado sistema de posições e gesticulações que possibilitavam as damas se comunicar e flertar.
Desde meados do século XVIII, a França foi a principal fabricante de leques e adereços de luxo. Com o desgaste ocasionado pela Revolução Francesa na produção deste tipo de produto, entram no mercado, importados pela Inglaterra, os leques orientais. Estes eram confeccionados em charão, sândalo ou marfim e traziam geralmente estampas de caráter bucólico e cenas de vida cotidiana. Após a ascensão de Napoleão Bonaparte ao trono francês, a vida na corte toma outros rumos e a produção dos artefatos de luxo revigora-se. Neste período os leques, bem como a moda por completo, inspiram-se nos ideais clássicos, com cenas de faunos e bacantes, e nos modelos napoleônicos.

Leque de 1815 a 1820
Com a queda de Napoleão, a restauração do governo da França nas mãos da monarquia e as mudanças realizadas na moda entre 1820 e 1830 com o aumento das saias e das mangas, o leque acompanha esta evolução duplicando seu tamanho anterior, passando de 15 para 30 centímetros. Com a indústria do luxo consolidada, a produção francesa gera raridades como leques em prata dourada, além de desenvolver máquinas de perfuração e gravação em osso e marfim. Nas décadas de 1830 e 1840, o leque manteve seu tamanho variando entre os 30 e 29 centímetros. A folha ou panache ainda era feita de papel, ricamente decorado com aquarelas ou litogravuras por vezes pintadas e guarnecidas de prata.
Por volta de 1845, os leques, antes finos e longos, ganham mais forma nas varetas. Esta mudança deve-se ao primeiros leques "Mandarim" trazidos pelas casas de impostação inglesas de suas colônias na China.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Leque

Curiosidade: Eis uma frase de Madame de Stäel, uma dama da sociedade francesa, a respeito do leque:
"Há tantos modos de se servir de um leque que se pode distinguir, logo à primeira vista, uma princesa de uma condessa, uma marquesa de uma 'routurière'. Aliás, uma dama sem leque é como um nobre sem espada."


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Os leques com suas variadas pinturas e acabamentos











































A Linguagem dos Leques



Colocar o leque aberto nos lábios, quer dizer "Sou solteira".



  Colocar o leque junto ao coração: conquistou meu amor
· Colocar o leque fechado junto ao olho direito: quando posso vê-lo de novo? A que horas, é respondido pelo número de varetas.
· Tocar com a mão no leque ao abaná-lo: o meu desejo era estar sempre junto de ti.
· Acariciar o leque fechado: não seja tão imprudente.
· Tocar com o leque meio aberto nos lábios: pode me beijar
· Unir as mãos debaixo do leque aberto: não traia nosso segredo.
· Esconder os olhos atrás do leque aberto: amo-o
· Fechar muito devagar o leque: prometo casar consigo.
· Passar o leque pelos olhos: peço desculpas.
· Tocar a extremidade do leque com o dedo: quero falar consigo
· Tocar o leque na face direita: sim.
· Tocar o leque na face esquerda: não.
· Fechar e abrir o leque várias vezes: você é cruel.
· Deixar cair o leque: nós vamos ser amigos.
· Abanar o leque muito devagar: sou casada.
· Abanar o leque muito depressa: estou comprometida.
· Levar o cabo do leque aos lábios: beije-me.
· Abrir todo o leque: espere por mim.
· Colocar o leque na cabeça: não se esqueça de mim.
· Fazer o mesmo movimento com o leque, estendendo o polegar: adeus.
· Segurar o leque na mão direita e em frente à face: siga-me.
· Segurar o leque na mão esquerda e em frente à face: estou desejosa de o conhecer.
· Colocar o leque junto da orelha esquerda: quero ver-me livre de si.
· Passar o leque pela testa: você mudou.
· Rodar o leque com a mão esquerda: estamos a ser observados.
· Rodar o leque com a mão direita: amo outro.
· Segurar o leque na mão direita: você está sendo muito precipitado.
 (Texto de um quadro exposto num castelo de Sintra, Portugal)