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30 de agosto de 2013

PINTURAS DE NATUREZAS MORTAS - STILL LIFES - PARTE I









ARTE EM PINTURAS DE NATUREZAS MORTAS


PINTURAS "STILL LIFE"



Parte I 


Pinturas de Frutas


Duas Pinturas de Melões de Dois Pintores Famosos


Renoir


Monet




Música: "Poema Singelo" - Villa-Lobos
Compositor brasileiro (1887-1959)



Maçãs, Peras, Pêssegos, Uvas...

Pissarro


Cézanne


Monet


Gustave Coubert


Van Gogh


Van Gogh


 Paul Gauguin


Renoir

Monet





Cebolas


Van Gogh


Monet




Natureza-Morta - Definição e História

Natureza-morta é um tipo da pintura e fotografia em que se vê seres inanimados, como frutas, flores, livros, taças de vidro, garrafas, jarras de metal, porcelanas, dentre outros objetos.
"O termo natureza-morta se refere à arte de pintar, desenhar e fotografar composições deste gênero. Na arte contemporânea é frequente utilizar ainda outros suportes como a escultura, instalação ou vídeo-arte destas representações de objetos inanimados, como referências à história da arte.
Esse gênero de representação surgiu da Grécia Antiga, e também se fez presente em afrescos encontrados nas ruínas de Pompeia. Foi depois condenada por teólogos católicos durante a Idade Média. A denominação Natureza morta, conforme o alemão Norbert Schneider, surgiu na Holanda no século XVII, nos inventários de obras de arte. A expressão competiu durante algum tempo com natureza imóvel e com representação de objetos imóveis no século XVIII." 


A Natureza-Morta na História da Arte

"Objetos inanimados são representados na pintura desde a Idade Média, em geral como fundo de pinturas religiosas de cunho realista. Mas é somente em meados do século XVI que a natureza-morta emerge como gênero artístico independente em obras de pintores como Pieter Aertsen (1507 ou 1508 - 1575) e Jacopo Bassano (ca.1510 - 1592), que articulam os temas religiosos à vida cotidiana e às cenas de gênero. As composições simbólicas e grotescas de Giuseppe Arcimboldo (ca.1527 - 1593) - com frutas, animais e objetos compondo figuras - alimentam o desenvolvimento da natureza-morta no período. Na passagem para o século XVII, a figuração documental exigida pelas ciências naturais joga papel destacado na valorização de uma arte que almeja representar os objetos e a natureza tais como empiricamente observados - por exemplo, Jacopo Ligozzi (1547 - 1627). Assim, o processo de paulatina autonomia da natureza-morta acompanha tanto a pintura naturalista (associada à ilustração científica) quanto a pintura de gênero, exemplarmente representada pelos artistas holandeses do século XVII e seus temas domésticos, figurados com riqueza de detalhes. Os objetos freqüentemente escolhidos para compor as naturezas-mortas são: mesas com comidas e bebidas, louças, flores, frutas, instrumentos musicais, livros, ferramentas, cachimbo, tabaco etc, todos referidos ao âmbito privado e à esfera doméstica, às vocações e aos hobbies, à decoração e ao convívio no interior da casa.

A desvalorização desse gênero pictórico reflete-se na sua própria denominação nas línguas latinas, "natureza-morta", "nature morte", e nas línguas saxônicas ,"still life", "stilleben" (vida imóvel, vida em suspensão). Caravaggio (1571 - 1610) é um dos pioneiros no gênero, exercitado entre 1592 e 1599 (detalhe de Baco, 1593, Cesto de Frutas, 1596). A opção pela "pintura natural das coisas naturais" (destacando a presença do corpo e a realidade pormenorizada do objeto reveladas pelos contrastes de luz e sombra), a escolha de tipos populares para compor cenários religiosos e o gosto por cenas de gênero marcam as obras do pintor milanês, um dos primeiros a desafiar a hierarquia imposta pelos teóricos da época, que viam a natureza-morta como tema menor. "Custa-me tanto trabalho fazer um bom quadro de flores, quanto um quadro de figuras", afirma ele. Na Espanha, Juan Sánchez Cotán (1560 - 1627) renova o gênero, valendo-se da abertura de janelas para emoldurar os objetos (Natureza-Morta com Marmelo, Couve, Melão e Pepino, 1600). No sul do país, o tema é adotado por Francisco de Zubarán (1598 - 1664), que desenvolve uma obra religiosa naturalista, produzindo paralelamente uma série de naturezas-mortas e cenas de gênero. Em Madri, Juan van der Hamen y León (1596 - 1631) confere novos contornos a esse tipo de pintura, dispondo os objetos em diferentes níveis e reduzindo o número de elementos da cena (Natureza-Morta com Frutas e Objetos de Cristal, 1626)."




O Pintor Caravaggio foi um dos pioneiros do estilo de pintura de "Natureza-Morta":

"Cesta de Frutas" - Caravaggio
Pintor barroco italiano (1571-1610)

"Still Life com Frutas" - Caravaggio
Pintor italiano (1571-1610)
Caravaggio
Pintor italiano (1571-1610)
"Still Life Com Flores e Frutas" - Caravaggio
Pintor italiano (1571-1610)
Caravaggio
Pintor italiano (1571-1610)



A pintura abaixo parece moderna?


Juan Sánchez Cotán
"Marmelo, Repolho, Melão e Pepino" - Juan Sánchez Cótan
Pintor espanhol (1561-1627)


As pinturas acima e abaixo parecem modernas mas são bem antigas. São do período Barroco, dos anos 1600s.

File:Still Life with Game Fowl,Vegetables and Fruits, Prado, Museum,Madrid,1602,HernaniCollection.jpg
Juan Sánchez Cótan
Pintor espanhol (1561-1627)


Pinturas que Parecem Fotografias

Luis Castro Lopo
Pintor Moçambicano contemporâneo

Luis Castro Lopo
Pintor Moçambicano contemporâneo


Artistas Brasileiros



Rodolfo Amoedo
Rodolfo Amoedo
Pintor brasileiro (1857-1941)

Benedito Calixto
Benedito Calixto
Pintor e professor brasileiro (1853-1927)

Benedito Calixto
Pintor e professor brasileiro (1853-1927)

Pedro Alexandrino Borges
Pintor brasileiro (1856-1942)

Pedro Alexandrino Borges
Pintor brasileiro (1856-1942)

Estevão Silva
Ficheiro:Estêvão Silva - Natureza-morta, 1891.jpg
Estevão Silva
Pintor brasileiro (1844-1891)

Estevão Silva
Pintor brasileiro (1844-1891)

Estevão Silva
Pintor brasileiro (1844-1891)


Di Cavalcanti
Di Cavalcanti
Pintor brasileiro (1897-1976)

Di Cavalcanti
Pintor brasileiro (1897-1976)


Aldemir Martins
Aldemir Martins
Pintor brasileiro (1922-2006)


Aldemir Martins
Pintor brasileiro (1922-2006)

Aldemir Martins
Pintor brasileiro (1922-2006)

Aldemir Martins
Pintor brasileiro (1922-2006)


Portinari
" Natureza Morta com Moringa" - Portinari
Pintor brasileiro (1903-1963)

"Natureza Morta" (1930) - Portinari
Pintor brasileiro (1903-1963)


Manabu Mabe
Manabu Mabe
Pintor nipo-brasileiro (1924-1997)

Manabu Mabe
Pintor nipo-brasileiro (1924-1997)



Vídeo: "Jimmy Brown e os Vegetais"
Curta de animação - Agência Genius
Cliente: Big Lar (2009)






"Ser vegetariano é viver uma vida de paz, saúde e longevidade."
(Sócrates, filósofo grego)



"Feliz seria a terra se todos os seres estivessem unidos pelos laços da benevolência e só se alimentassem de alimentos puros, sem derrame de sangue. Os dourados grãos que nascem para todos dariam para alimentar e dar fartura ao mundo."
(Buda)


"Quando me tornei vegetariano, poupei dois seres,
o outro e eu."
(Prof° Hermógenes)



17 de abril de 2013

ARTE EM PINTURAS COM ÍNDIOS BRASILEIROS






ARTE E OS INDÍGENAS

ARTE EM PINTURAS COM ÍNDIOS BRASILEIROS



Dia do Índio
19 de Abril


Elon Brasil
Pintor brasileiro contemporâneo

Elon Brasil
Pintor brasileiro contemporâneo





Música Indígena Guarani: "Oreru nhamandú tupã oreru"
"Nossos pais são o sol e o trovão"
(clique na seta para ouvir)





O artista francês Debret retratou os índios
quando veio ao Brasil
com o grupo da "Missão Artística Francesa",
no governo de Dom João VI.


Jean-Baptiste Debret

Jean-Baptiste Debret
Pintor francês (1778-1848)

Arquivo: Soldados indígenas da Província de Coritiba Acompanhamento Prisoners.jpg Nativa
Família Guarani capturada por soldados indianos
Jean-Baptiste Debret




O artista brasileiro Rodolfo Amoedo
pintou os índios de forma realista,
quase fotográfica.
Ele estudou com o pintor e professor Victor Meirelles
na Academia Imperial de Belas Artes no Rio de Janeiro.
Depois conquistou o cargo de vice-diretor da escola,
que passou a chamar-se Escola Nacional de Belas Artes.


Ficheiro:Ultimo tamoio 1883.jpg
"Último Tamoio" - Rodolfo Amoedo
Pintor brasileiro (1857-1941)

Ficheiro:Vitor meirelles - moema02.jpg
"Moema" - Victor Meirelles
Pintor brasileiro (1832-1903)





Origem do Dia do Índio

"O Dia do índio, 19 de abril, foi criado pelo presidente Getúlio Vargas através de decreto-lei,
em 1940, e relembra o dia no qual várias lideranças indígenas do continente resolveram participar do Primeiro Congresso Indigenista Interamericano, realizado no México. Eles haviam boicotado os dias iniciais do evento, temendo que suas reivindicações não fossem ouvidas pelos "homens brancos". Durante este congresso foi criado o Instituto Indigenista Interamericano, também sediado no México, que tem como função zelar pelos direitos dos indígenas na América. O Brasil não aderiu imediatamente ao instituto, mas após a intervenção do Marechal Rondon apresentou sua adesão e instituiu o Dia do Índio no dia 19 de abril. O dia do Índio tem como função relatar os direitos indígenas e faz com que o povo brasileiro saiba da importância que eles tem na nossa história."
fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_do_%C3%8Dndio





Música: "Amor de Índio" - Milton Nascimento
Cantor e compositor brasileiro contemporâneo








O artista holandês Eckhout
também veio ao Brasil
com um grupo em missão artística
para retratar o povo e a cultura brasileira.

"Índia Tupi" - Albert Eckhout
Pintor holandês (1610-1665)

"Índia Tapuia" - Albert Eckhout
Pintor holandês (1610-1665)

Observe na pintura acima um exemplo que sugere ao antropofagismo, o canibalismo entre os humanos, onde a índia retratada carrega consigo pedaços de corpo humano. Interessante o fato da mulher demonstrar tranquilidade e naturalidade.

Porém, sabe-se que a antropofagia não era um ato corriqueiro e geralmente fazia parte de rituais da tribo Tupinambá,
que "fazia parte de um processo social, determinado por um código de honra e de vingança, praticado contra seus inimigos."




"Dança Tapuia" - Albert Eckhout
Pintor holandês (1610-1665)



Música: "Nozani-ná" - Heitor Villa Lobos
Quarteto do Coral Orfeão Villa-Lobos











O Caramuru, como ficou conhecido Diogo Álvares Correia, um português que naufragou em águas brasileiras que passou a vida entre os indígenas locais. Através dele foi estabelecido o contato dos primeiros viajantes europeus com os povos nativos do Brasil. Recebeu dos índios Tupinambás a alcunha, o apelido, de Caramuru, palavra tupi, que significa lampreia, ou moréia do mar. Isto por causa das condições em que foi encontrado deitado, arrastado pelas águas ao meio de pedras à beira mar.



"O Caramuru"
"Chegada de Diogo Alvares Correa à Bahia" - pintor desconhecido



"Caramuru"


Livro "Caramuru" do autor Frei José de Santa Rita Durão




"O livro 'Caramuru' escrito por Frei José Santa Rita Durão, em 1781, no período do Brasil Colonial,  narra em versos o Descobrimento do Brasil no litoral baiano.  É considerado a primeira obra a ter como tema os habitantes nativos do Brasil e é de grande importância para a história do povo brasileiro."








A sociedade indígena na época da chegada dos portugueses.

"O primeiro contato entre índios e portugueses em 1500 foi de muita estranheza para ambas as partes.
As duas culturas eram muito diferentes e pertenciam a mundos completamente distintos. Sabemos muito sobre os índios que viviam naquela época, graças a Carta de Pero Vaz de Caminha (escrivão da expedição de Pedro Álvares Cabral ) e também aos documentos deixados pelos padres  jesuítas.
As tribos indígenas possuíam uma relação baseada em regras sociais, políticas e religiosas. O contato entre as tribos acontecia em momentos de guerras, casamentos, cerimônias de enterro e também no momento de estabelecer alianças contra um inimigo comum.
Os índios faziam objetos utilizando as matérias-primas da natureza. Vale lembrar que todo índio respeita muito o meio ambiente, retirando dele somente o necessário para a sua sobrevivência. Desta forma construíam canoas, arcos e flechas e suas habitações (oca). A palha era utilizada para fazer cestos, esteiras, redes e outros objetos. A cerâmica também era muito utilizada para fazer potes, panelas e utensílios domésticos em geral. Penas e peles de animais serviam para fazer roupas ou enfeites para as cerimônias das tribos. O urucum era muito usado para fazer pinturas no corpo."
Fonte: http://www.suapesquisa.com/indios/






"O Tupi foi a língua mais falada em São Paulo até o começo do século XVIII, quando o português tornou-se o idioma dominante".
(Gomes, L. 1808, p. 116)



Vídeo "Sons e Cores do Xingu"









Até quando as tradições indígenas sobreviverão? 



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“Tudo está guardado na memória, sonho da 
vida e da história. A memória desperta para 
sacudir os povos que estão dormindo e que não 
a deixam viver livre como o vento. Tudo está 
cravado na memória, espinha da vida e da 
história. Tudo esta carregado na memória, arma 
da vida e da história.”
(Letra-Música de León Gieco)






"Falamos cotidianamente em torno de 10 mil palavras de origem Tupi-guarani, desde nomes de lugares como Curitiba, Tucunduva, Tuparendi ou expressões como deixa de “nhenhenhem”. Vivemos com uma natureza que os povos originários cultivaram e protegem até os dias de hoje, tomamos banho porque aprendemos isso deles, comemos as mesmas coisas que eles: mandioca, tapioca, milho, tomamos chimarrão com a erva mate (costume milenar Guarani), descansamos em redes, as nossas crianças brincam de peteca e sabem das histórias do Saci Pererê, do Boitatá, como acontece em qualquer aldeia indígena Guarani. Herdamos dos indígenas inúmeras coisas de nossa maneira de ser e raciocinar, por exemplo, o amor à música e a dança, encontrando nelas uma paz, uma plenitude de nossa identidade cultural. É com a mudança a partir da educação que nossas crianças aprenderão a admirar e respeitar os povos indígenas foram os protagonistas, como os afrodescendentes e europeus na construção de nossa sociedade e identidade."
(Fonte: Escola Municipal de Ensino Fundamental Nelly Danhe Logemann- Horizontina-R.Grande do Sul)