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28 de julho de 2020

ARTE NA PANDEMIA - GRIPE ESPANHOLA - EDVARD MUNCH









ARTE NA PANDEMIA DA GRIPE ESPANHOLA

Parte I

EDVARD MUNCH

"Melancolia" - Edvard Munch




"Eu estava andando pela estrada com dois amigos - o sol estava se pondo - de repente o céu ficou vermelho de sangue - fiz uma pausa, sentindo-me exausto e encostado na cerca - havia sangue e línguas de fogo acima do fiorde preto-azulado e da cidade - meus amigos continuaram e eu fiquei ali tremendo de ansiedade - e senti um grito infinito passando pela natureza."
(Munch)

"O Grito" - Edvard Munch

Munch o autor da famosa pintura "O Grito"

O artista norueguês Edvard Munch revela, em muitas de suas pinturas, a dor e a tristeza. 
Ele perdeu uma irmã, que retratou-a doente e acamada. Ele próprio passou pela doença, a gripe espanhola e a superou. Mas retratou a si próprio, com ar triste e cabisbaixo, mesmo após sua cura. Fez inúmeros auto-retratos, revelando este seu estado de espírito.

Munch foi um dos precursores do impressionismo e do expressionismo alemão.



"Desespero" - Edvard Munch


Música (abaixo) de outro norueguês,
também chamado Edvard: Edvard Grieg



Música: "Música de Solveig" - Edvard Grieg
Compositor Norueguês (1843-1907)





Abaixo pintura em que Munch se auto retratou

Munch com a Gripe Espanhola - Autoretrato 


Abaixo pintura em que Munch se auto retratou


"Auto-Retrato Após a Gripe Espanhola" - Edvard Munch


"Sem ansiedade e doença, eu deveria ter sido como um navio sem leme."
(Munch)


"Entre o Relógio e a Cama" - Autoretrato - Edvard Munch


"Andarilho a Noite" (Auto-retrato) - Edvard Munch




"A Criança Doente é uma série de seis pinturas e outros desenhos feitos por Edvard Munch entre 1885 e 1926 . Todas as obras referidas recordam o momento antes da morte da sua irmã mais velha, Johanne Sophie. A expressão artística do sofrimento de Munch diante do falecimento de Sophie deu-se por meio destas obras."

"A Criança Doente - 1896" - Edvard Munch



"A Criança Doente - 1907" - Edvard Munch



"A Criança Doente"


"Morte no Quanto do Doente" - Edvard Munch


"Não acredito na arte que não tenha sido imposta pela necessidade de uma pessoa abrir seu coração."
(Munch)


"Na Clínica" - Autoretrato - Edvard Munch


"O Artista e Sua Modelo" - Edvard Munch

"O Morto de Marat II" - Edvard Munch


"Auto-Retrato no Inferno" - Edvard Munch


"Auto-Retrato com Garrafa de Vinho" - Edvard Munch



"Quando pinto a doença e o vício, isso supõe um saudável desabafo. É uma reação saudável da qual se pode aprender e segundo a qual se pode viver."
(Munch)



"Auto-Retrato com Cigarro" - Edvard Munch


"Auto-Retrato com Mãos nos Bolsos" - Edvard Munch


"A Madona" - Edvard Munch

"Puberdade" - Edvard Munch


"O Beijo" - Edvard Munch



"Auto Retrato" - Edvard Munch



Biografia

Edvard Munch foi um pintor expressionista que estudou na Escola de Artes e Ofícios de Oslo, vindo a ser influenciado por Courbet e Manet. 

No lugar das ideias, o pensamento de Henrik Ibsen e Bjornson. Marcou o seu percurso inicial. A arte era considerada como uma arma destinada a lutar contra a sociedade. Os temas sociais estão assim presentes em O Dia Seguinte e O dia depois de amanhã , de 1886.

Com A Menina Doente (Das Kränke Mädchen, 1885) inicia uma temática que surgiria como uma linha de força em todo o seu caminho artístico. Fez inúmeras variações sobre este último trabalho, assim como sobre outras obras, e os seus sentimentos sobre a doença e a morte, que tinham marcado a sua infância (sua mãe morreu quando ele tinha 5 anos, a irmã mais velha faleceu aos 15 anos, a irmã mais nova sofria de doença mental e uma outra irmã morreu meses depois de casar; o próprio Edvard estava constantemente doente), assumem um significado mais vasto, transformados em imagens que deixavam transparecer a fragilidade e a transitoriedade da vida. Edvard Munch descobre em Paris a obra de Vincent van Gogh, Paul Gauguin e Toulouse-Lautrec, e indubitavelmente o seu estilo passa então por grandes mudanças.
Em 1892 um convite para expor em Berlim torna-se num momento crucial da sua carreira e da história da arte alemã. Inicia um projeto que intitula O Friso da Vida. Edvard Munch representou a dança em 1950.
Aos trinta anos ele pinta "O Grito", considerada a sua obra máxima, e uma das mais importantes da história do expressionismo. O quadro retrata a angústia e o desespero, e foi inspirado nas decepções do artista tanto no amor quanto com seus amigos. É uma das peças da série intitulada O Friso da Vida. Os temas da série recorrem durante toda a obra de Munch, em pinturas como A Menina Doente (1885), Amor e Dor (1893-94), Cinzas (1894) e A Ponte. Rostos sem feições e figuras distorcidas fazem parte de seus quadros.
Em 1896, em Paris, interessa-se pela gravura, fazendo inovações nesta técnica. Os trabalhos deste período revelam uma segurança notável. Em 1914 inicia a execução do projeto para a decoração da Universidade de Oslo, usando uma linguagem simples, com motivos da tradição popular.
Munch retratava as mulheres ora como sofredoras frágeis e inocentes (ver Puberdade e Amor e Dor), ora como causa de grande anseio, ciúme e desespero (ver Separação, Ciúmes e Cinzas). As últimas obras pretendem ser um resumo das preocupações da sua existência: Entre o Relógio e a Cama, Auto-Retrato de 1940. Toda a obra está impregnada pelas suas obsessões: a morte, a solidão, a melancolia, o terror das forças da natureza.
Faleceu em 23 de janeiro de 1944. Encontra-se sepultado no Cemitério de Nosso Salvador, Oslo, na Noruega."
fonte: 




"Um Poema Sobre a Vida, Amor e Morte" - Edvard Munch




"A natureza não é apenas tudo o que é visível aos olhos ... mas também inclui as imagens internas da alma."
(Munch)

"Noite Estrelada" - Edvard Munch

2 comentários:

  1. Parabéns Denise, pela sensibilidade do post... estamos vivendo uma situação semelhante.... medo, sofrimento... mas assim como
    A gripe espanhola passou, a Covid tb irá...

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    Respostas
    1. Muito obrigada Rose!!
      É verdade, esta pandemia também passará!!
      Vamos superar!!
      Obrigada pelo seu comentário e incentivo!!
      Bjos

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